A Nova Era da Fotografia
Marcos Calomeno não faz apenas fotos — ele coreografa universos visuais.
Seu estúdio em Curitiba, entre fundos neutros, câmeras de última geração e softwares avançados, dá vida a composições que transitam entre o contemporâneo e o que ainda está por vir. Fotógrafo, cineasta e diretor criativo, Calomeno se tornou um dos nomes que vêm ressignificando o papel da inteligência artificial no campo da imagem.
“O processo começa no conceito. Nos reunimos para definir a ideia central, o que se deseja transmitir, e só depois partimos para o roteiro e a criação da referência visual com o suporte da IA”, explica. Hoje, ele conduz campanhas completas — da pré-produção à entrega — integrando a inteligência artificial em cada etapa.
Na fase de criação, ferramentas como MidJourney, Runway, Photoshop e Premiere são suas grandes aliadas. “Com a IA, posso criar coisas que só existiam na minha imaginação. Ela me permite transformar ideias em imagens com uma riqueza de detalhes impressionante”, conta. As narrativas que emergem de seu trabalho são cinematográficas, densas em estética e emoção, carregadas de um realismo poético que flerta com o surreal.

Edição com precisão cirúrgica
Ferramentas como o Adobe Photoshop e o Lightroom já incorporam sistemas inteligentes capazes de identificar objetos, separar planos de fundo e suavizar detalhes com um clique. Com a IA generativa, é possível até preencher partes de uma imagem que não existem — com realismo surpreendente. Isso redefine os limites entre registro e reconstrução visual.
Novas fronteiras da arte fotográfica
Além dos usos técnicos, a IA também provoca debates criativos. Artistas visuais estão utilizando redes neurais para criar imagens que não existem no mundo real, transformando a fotografia em uma forma híbrida entre captação e imaginação. Essa convergência entre arte e tecnologia redefine a própria essência do que chamamos de “imagem”.
Para Calomeno, essa integração não compromete o olhar autoral — ela o amplia. “A IA não substitui a sensibilidade do artista, mas expande nossa capacidade de execução. Abre camadas criativas e técnicas que até então estavam fora do nosso alcance.”
Em um tempo em que o impacto visual se tornou um idioma universal, o trabalho de Marcos Calomeno é um lembrete de que inovação e sensibilidade não apenas coexistem — elas se completam. Porque, no fim, a tecnologia pode até refinar o processo. Mas é o olhar humano que transforma a imagem em arte.
Instagram: @m.calomeno

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